segunda-feira, 25 de abril de 2011

será?

Ainda me recordo do dia em que olhei para ti e disse um simples "Amo-te". A teu entender eu tentaria transmitir apenas o que sentia. Era um criança, inocente? Talvez. De ti podia esperar tudo, um beijo, um abraço, uma gargalhada, um presente enfim só tu sabias o que me deixava feliz. Estarei a sonhar alto? Talvez. Ainda não consegui ter a certeza da resposta ás minhas questões interiores. Sinto que a cada dia que passa estou a desperdiçar uma oportunidade única, a ideia de ter-te de volta - voltar a ter uma conversa contigo, voltar a ouvir-te dizer perante mim, " és o meu orgulho". Sei que neste momento não te consigo enfrentar, não te consigo dizer que és o meu verdadeiro amigo, não tenho forças para atingir tais objectivos. No fundo disto tudo tenho saudades de teres mudado as tuas atitudes perante a minha pessoa e não saberes aceitar a fase pela qual estou a passar - a adolescência. Quero apenas que saibas que todos nos partimos e enquanto estiver a teu lado nunca vou dar o braço a torcer, o ódio, a desilusão, tristeza e revolta falam mais alto. Um dia vou-te chamar de pai, num mundo em que torne a ser criança e tenha um carinho, um sorriso e uma palavra amiga da tua parte. Quando assim for, tenho tudo o quanto basta para te dizer - "Amo-te pai, meu verdadeiro amigo".

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